abril 2014

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Fernando Mendes

Um dos designers brasileiros mais conhecidos da atualidade, Fernando Mendes tem um olhar minucioso para as possibilidades de uso da madeira, potencializando o encontro entre a arte de desenhar e de construir. Isso porque o artista não separa estes dois saberes, já que reconhece que trabalhar com as mãos é tão importante quanto exercitar o cérebro. O fato de entender os processos de fabricação do material, pelo qual é apaixonado, é primordial para que seus desenhos ganhem curvas e inclinações que tornam suas peças tão especiais e exclusivas. Talvez fosse difícil ser diferente, já que, além do visível talento, o designer teve como mestre o renomado Sérgio Rodrigues – que admite com orgulho ser sua principal influência – com quem trabalhou fabricando peças. Nesta entrevista, o artista fala sobre seu processo de criação, sua técnica de fabricação e o que mais valoriza numa peça de design.

Revista Ambientes: Você começou trabalhando com marcenaria na parte de construção das peças…
Fernando Mendes: Na verdade, eu sempre criei também. Meu trabalho de marcenaria sempre veio junto com o de design. Eu sempre produzi o que eu criei, sempre foi uma coisa ligada à outra. Para mim, todo o processo criativo leva totalmente em consideração como será a execução. E eu acho que o design também tem essa lógica construtiva: como vai ser feito, como é otimizado. Isso incorpora uma alma ao objeto.

R.A.: Então a criação é influenciada pelo processo de fabricação?

F.M.: Ela é interligada. Faz parte de um mesmo saber. A gente vive uma cultura ocidental muito fragmentada de acreditar que aquilo que é concebido na mente está separado e num grau mais elevado que a artesania, o artefato. O que é um equívoco, porque o trabalho manual desenvolve pensamento. O trabalho intelectual não é superior ao manual, e eu procuro integrar isso nas minhas criações.

R.A.: Por que a paixão pela madeira?

F.M.: O cheiro, a textura, o toque, a beleza… Esses são os aspectos que atraem num primeiro momento. E a madeira faz parte da história da humanidade, desde as fundações de Veneza até os dormentes de todas as tribos do mundo. Além disso, ela é um material essencialmente ecológico. Primeiro porque vem da natureza e se desfaz nela mesmo. E, depois, é renovável, você pode plantar. É um material de uma riqueza ímpar. Não consigo imaginar qualquer outro que tenha essa plasticidade, essa gama de atuação e essa possibilidade ecológica.

R.A.: Que conceitos vo
cê diria que são bem próprios do seu trabalho?

F.M.: Um deles é o uso da técnica de encaixe, sem o uso de pregos. Meu trabalho também é muito inspirado na obra do Sérgio (Rodrigues), o que para mim não é demérito nenhum, ao contrário, é um orgulho. Então acho que há também um certo cuidado com as curvas, com o conforto, ter uma peça que seja agradável ao toque, gostosa de pegar, de sentar… Que te abraça.

R.A.: O que você mais valoriza numa peça de design?

F.M.: É a personalidade da peça. O quanto ela é capaz de expressar o porquê de existir. Se é uma peça formal, ou informal, ou técnica… Não importa. Mas que ela tenha a capacidade de transmitir algo a mais, de você olhar e ter vontade de dar um sorriso.

 

Abimad Brasil

A 17ª edição da feira do segmento de mobiliário e acessórios da América Latina reuniu 158 expositores em São Paulo para apresentar as grandes novidades do setor para 2014. São móveis e acessórios que aliam qualidade, tecnologia e design inovador. Organizado pela Associação Brasileira das
Indústrias de Móveis de Alta Decoração (ABIMAD), o evento é de suma importância para o design por contribuir para o aperfeiçoamento da qualidade e produtividade do móvel nacional.

Chaises Nuble em cores diversas, da LaCasa Design.

Capa para cadeira Egg, da Style Colors Brazil.

Cômoda Goldoni, do designer Yuri Albrecht para a Raffinato.

Conjunto de aparador e pufe da designer Camille Aquino para a Decorare. Basta encaixar ou separar as peças para garantir a dupla funcionalidade.

Arca Icônic, do designer Fernando Loizete para a Formanova.

Pote em porcelana chinesa da coleção Damascos, do arquiteto Jayme Bernardo, para a 6F Decorações.

 

Paixão Verde e Amarelo

2014 é ano do Brasil. Com a Copa do Mundo chegando, todos começam a se vestir de verde e amarelo para torcer pela seleção – inclusive os nossos lares! Portanto, aproveite para vestir a camisa e a casa com as cores vibrantes da seleção Canarinho e declare seu amor à pátria!

Com tons verde, azul e detalhes em madeira, as mesas laterais assinadas pelo estúdio Fetiche Design são inspiradas no movimento tropicalista da década de 1960.

A Smeg desenvolveu uma geladeira exclusiva, no clima da copa. A peça única traz a bandeira do Brasil na porta e tem capacidade para 274 litros.

O relógio da Progetti possui sensor de luz e cores que lembram a arte de Kandinsky, e o Brasil, é claro.

A mesa auxiliar da marca gaúcha Masotti mescla a laca amarela à base de efeito espelhado.

Com forma minimalista e atemporal, a cadeira ICZERO1, de Guto Índio da Costa, ganha versão vibrante, Le Spec.

Poltrona Trez, assinada por Zanini de Zanine para Capelline, nunca esteve tão em alta.

 

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