janeiro 2015

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Geométricos

As geometrias exploram o melhor das formas e das cores vivas para imprimir um aspecto mais moderno e dinâmico ao décor, reforçando a ideia de movimento por meio de peças que a todo momento brincam e surpreendem o nosso olhar.

Sofá Marshmallow, de George Nelson para a Herman Miller.

Pixel Cabinet, da portuguesa Boca do Lobo.

Poltrona Oshie, em couro e tecido estofado.

Poltrona multicolor Rive Droite, de Patrick Norguet para Cappellini

Cadeira Stitch, de Adam Goodrum para Cappellini.

 

Mesa de café Block em cubos modulares de madeira, a serem usados em conjunto ou separados. De T. Colzani para Porada.

 

Buffet Color, de Fabrice Berrux para Roche Bobois.

Mesa Cube 7, da inglesa Rockman & Rockman

Mesa de jantar Macaone, de Alessandro Mendini para Zanotta.

Móveis estilo industrial

No nosso post passado, falamos um pouco sobre o Estilo Industrial. Que tal agora conferir nossa seleção de peças super descoladas para você dar aquele toque fabril e original ao seu décor? Inspire-se!
Mesinha de café NOM (Natural of Material), da Cappelline. As dobras da peça em folha de metal de alumínio fazem referência as dobras do origami, arte em papel.
Cadeira da italiana Dialma Brown.
Gaveteiro Toolbox, com puxadores numerados, de Pietro Arosio para EmmeBi.
Louise Chaise, revestida em cobre, por Paul Mathieu para Stephanie Odegard Collection.


A estante Manufacture de madeira e ferro em um modelo típico de construção industrial, da Maison du Monde.
Cadeiras Transit, feitas de placas de rua de trânsito recicladas, do designer americanos Boris Bally.

Azulejos e Ladrilhos

Esses revestimentos super versáteis e lindos nunca saíram de moda. Em cores e padrões bem diversos, são ótimas opções para diferenciar um ambiente, alegrar o lar e/ou dar aquele toque exclusivo ao décor. A diversidade de peças é enorme, basta saber escolher a que se encaixa direitinho nos seus gostos e preferências.
AzulejosNão é segredo que os azulejos são super práticos para qualquer ambiente. Impermeáveis, de acabamento brilhoso, são ótimas opções para banheiros, cozinhas, áreas externas, churrasqueiras, conferindo um efeito visual bem interessante em qualquer um desses ambientes. Por sua fragilidade, não devem ser colocados em pisos, mas ficam perfeitos em paredes e bancadas. Podem ser usados com a mesma padronagem, mas a grande tendência tem sido misturar os motivos para formas lindos patchworks.
Kit de azulejos coloridos da Pavão Revestimentos, especializada em azulejos com design, formando um alegre patchwork. A marca também lançou uma linha de estampas com três modelos diferentes de revestimentos:
A coleção Azulejo Jeans, inspirada no tecido ícone da moda, traz variações de desenhos circulares em tons de azul que lembram a textura do tecido.
Azulejo Neon traz a ousadia dos anos 1980, com cores vibrantes em motivos listrados que remetem à efervescência da década do punk e do rock para destacar um cantinho especial.
Azulejo Spike PB traz a clássica combinação de preto e branco em perfeita harmonia com as formas psicodélicas da estampa, criando uma sensação de movimento para um estilo moderno e elegante ao living.
Ladrilhos HidráulicosOutra linda opção são os simpáticos ladrilhos hidráulicos, revestimento artesanal feito à base de cimento, com aplicações de desenhos por meio de corantes e água. A técnica handmade resulta em peças exclusivas, de textura fosca e sem brilho, também em diversas opções de cores e padronagens para transformar e colorir com muita arte um ambiente. Entretanto, por sua superfície porosa, o revestimento deve ser coberto por uma resina impermeabilizante caso seja colocado em áreas expostas à água. Mais resistentes que os azulejos, entretanto, podem ser aplicados também em pisos para dar um destaque especial a uma recanto do lar.
Os Ladrilhos Barbacena, feitos artesanalmente, combinados em patchwork, dão um toque rústico bem particular.
Os ladrilhos ficam graciosos em ambientes de área externa, integrando-se bem à decoração por seu charme rústico retrô, tornando o espaço ainda mais aconchegantes (Foto: Blog Enfim Casada)
Designers e artistas também têm se aventurado por essa tecnica artesanal de fabricação, já que o processo permite a inserção dos mais diversos grafismos e artes. É o caso da designer Deborah Osbum, que criou o estúdio clé, que trabalha com a arte milenar do ladrilho, por meio da colaboração de talentos do mundo inteiro para criar as coleções. Deborah promoveu parcerias com artistas de diversas partes do mundo para que fizessem artes que pudessem ser traduzidas na superfície cerâmica dos ladrilhos, resultando em trabalhos incríveis.

Coleção Rorschach, da dupla Timorous Beasties, litografada à mão em largos ladrilhos. Um estímulo à imaginação.

Coleção much love me, do artista sul-africano Ruan Hoffman, litografada à mão, produzida em edição limitada com peças numeradas.
PorcelanatosComo o método de fabricação artesanal acaba encarecendo o produto, o mercado já disponibiliza opções em porcelanato que imitam o efeito do ladrilho hidráulico, conferindo o mesmo visual, sendo que por um preço muito mais acessível.
A coleção Rio Retrô, inspirada na Bossa Nova e no Rio de Janeiro, explora grafismos em tons pastéis para criar essa interpretação dos ladrilhos hidráulicos em porcelanato, que deram um ar elegante e original à cozinha da Portobello.
Já a coleção Vila Madá, também da Portobello, traz a brasilidade do charmoso bairro Vila Madalena, em São Paulo, buscando expressar neste porcelanato artístico o espírito criativo e o lifestyle boêmica da região paulista.
Agora não vai ser tão difícil se inspirar nos azulejos e ladrilhos para inserir aquele detalhe especial na sua decoração.

Vasos Decorativos

Com formas, cores e materiais diversos, os vasos decorativos são acessórios imprescindíveis para ressaltar a beleza e o caráter de qualquer espaço da casa. Inspire-se com nossa seleção!

 

Vaso Duo, em cerâmica, de Antônio Facco para Cappellini. A flor, ao ser colocada na peça, atravessa os dois vasos, uma mensagem singela sobre o significado da união por meio da conexão delicada entre os dois elementos do jarro por meio de uma única flor.

 

 

 

O vaso Aalto, de Alvar Aalto para Iittala, combina um desenho moderno a formas orgânicas, resultando em uma peça elegante e atemporal.

Vaso Voir, de Leonardo Talarico para Cappelline, com elementos em linhas puras que se combinam para formar uma peça escultural.

 

 

O vaso em vidro da coleção Isotta, de Borek Sipek para Driade, torna-se vivo com os detalhes em cores vivas de amarelo, vermelho, verde e azul.

 

Outra instigante peça decorativa de Borek Sipek para Driade, inspirada nas cores e formas orgânicas de frutas.

 

 

 

Vasos Shanghai, de Mario Bellini para Kartell, em acabamentos metálicos. A peça sofisticada faz parte da coleção “Precious Kartell”.

 

O vaso Closely Separated tem forma escultórica e totalmente original, de Michael Geertsen para Muuto.

Formas sinuosas e femininas são a marca do jarro Flow, em porcelana fina, de Jakob Wagner para a Muuto.

O premiado vaso Grass, em barro e feito à mão, lembra a grama de um jardim e confere um toque especial aos seus arranjos florais. Do estúdio Claydies para Normann Copenhagen.

O vaso em silicone pode assumir múltiplas funções, sendo um lindo adorno quando usado para arranjos florais. De Mette Kargo Hviid para Normann Compenhagen.

Vaso Nibelung, da italiana Visionnaire, em cor metalizada e formas geométricas que conferem um interessante efeito 3D com jogos de reflexos.

A ousadia Punk no décor

Se o punk antes era um “antiestilo”, hoje o termo invade o mundo da moda e também o da decoração. Nos interiores, o visual pode ganhar um up provocante com peças que referenciam o movimento da década de 1980, que chega revitalizado aos ambientes do século XXI.

Caveirinhas são a cara do estilo punk e, acreditem, por mais mórbidas que pareçam à primeira vista, elas podem dar um toque delicado e especial ao décor. É o caso da almofada e do tapete da Rug Company com estampas assinadas por Alexander McQueen.

A vela perfumada também é adornada com a figura de um crânio, misturando cheiros e sensações góticos para dar um toque punk sutil e marcante. Disponíveil na ABC Carpet & Home.

O artista Richard Saja criou uma arte original sobre os tecidos com as tradicionais estampas toile de jouy. Na versão punk, os desenhos dos personagens mitológicos ganharam a ousadia de cabelos moicanos e cores eletrizantes bordadas sobre o tecido, um toque punk que transformou o visual da tapeçaria.

A cadeira Lou Read é uma das peças icônicas de Philippe Starck, para a Driade, que homenageou seu amigo Lou Reed, vocalista e guitarrista da banda de rock Velvet Underground, da década de 1960. O cantor e compositor foi um dos artistas mais influentes para a cena pós-punk inglesa das décadas seguintes. O designer Philippe Starck, que teve a oportunidade de conhecê-lo e ser seu amigo, inspirou-se em sua figura marcante para a criação desta cadeira, pensando-a como um convite para que Lou Reed se sentasse tranquilamente para ler. Por isso, o trocadilho com o nome do cantor e a palavra “read” (ler, em inglês). Nada mais punk que ter uma peça de design em referência a um importante nome do rock internacional.

A mesa Punk ’77, do estúdio Quirk & Rescue, faz referência direta ao punk com as cores vivas de rosa e amarelo. Um peça lúdica e descolada para o seu ambiente.

Cadeiras e Luminárias Rock, da Diesel Living em parceria com a Foscarini e a Moroso, da coleção Successful Living. O exterior preto das peças remete às formas concretas e assimétricas de formações rochosas que arrematam o visual de qualquer ambiente. A depender do observador, podem lembrar formas vulcânicas ou a superfície de um diamante. Por isso, trazem um peso elegante aos interiores com muita personalidade e impacto.

Mais conhecida por suas produções no mundo da moda, a renomada Diesel marcou presença no Salão do Móvel de Milão 2014 com a Diesel Living, que contou com um estande de 350m² na Feira. Dentre as boas novidades que levaram para o mundo do design, destacaram-se os móveis desenvolvidos em parceria com a Moroso, com um apelo punk bem urbano e elegante. São peças de estampas ora sombrias, ora coloridas, em traços retos e estética industrial, que relembram o clima de rock e ousadia que marcou a década de 1980.

A atemporalidade de Jader Almeida

Jader Almeida é um dos nomes mais jovens e mais proeminentes do design nacional. O catarinense tem assinado peças para marcas nacionais e internacionais, além de sempre marcar presença em alguns dos mais importantes eventos e feiras de design mundiais, sendo cada vez mais reconhecido por seu desenho limpo em peças contemporâneas e traços minimalistas, diversas vezes premiadas. Essa trajetória de sucesso, marcada por um portfólio de mais de 150 produtos e 30 premiações internacionais, ganhou um registro único no final de 2014, em comemoração aos 10 anos da carreira do designer, com o lançamento do livro Jader Almeida, a atemporalidade do desenho, escrito pela jornalista Adélia Borges e publicado pela Editora C4.

Na ocasião do lançamento do livro em Fortaleza, na loja Le Spec, a equipe da Revista Ambientes teve oportunidade de conversar com o designer sobre o conceito de atemporalidade, processos criativos e o que seria um bom design.

Revista Ambientes: O nome do seu livro é Jader Almeida, a atemporalidade do desenho. Como fazer desenhos atemporais?

Jader Almeida: Desenho atemporal. Pois bem. Eu acredito que é tudo aquilo que nos conecta. Cada objeto conta uma história, a história de quem os criou, quem os fabricou, quem os colocou naquele espaço. Qualquer participante de toda essa cadeia. Quando um objeto se torna atemporal, eu acredito que é quando ele conecta as pessoas. De uma forma afetiva, de uma forma emocional, cria essas memórias. O objeto que envelhece com dignidade com o tempo. Que viaja nesse tempo como um todo e permanece elegante. Isso para mim é a descrição da atemporalidade do desenho.

R.A.: Muitos falam de você como a revelação do design brasileiro. Quais contribuições você considera ter feito para o design com suas criações?

J.A.: Olha só, é um pouco difícil falar, talvez possa parecer pretensão definir uma contribuição. Mas eu tenho uma convicção de que nós temos uma grande escola, que foi o modernismo. Que eu julgo que foram traços, foram projetos, que abriram caminhos fantásticos para nós, dessa geração. Então, assim como os mestres do passado fizeram algo interessante, eu acredito que nós, também, dessa geração, podemos fazer, também temos uma contribuição a dar. Afinal de contas, todas as pessoas podem dar sua contribuição para o mundo. E eu estou tentando fazer da minha forma. Eu, definir exatamente o que eu estou deixando, o que eu estou fazendo, é um tanto complicado, mas eu posso afirmar que sei que estou buscando alguma coisa baseado naquilo que alguém já deixou. Uma coisa que eu sempre comento é “Abordar a herança dos mestres, mas com uma olhar para frente”. É ter essa memória e olhar para frente. Então talvez essa seja a minha contribuição.

R.A.: Como é ser designer no Brasil? Existem dificuldades ou o cenário já está mais propício para desenvolver esse tipo de trabalho?

J.A.: Eu acredito que no Brasil, na América, na Europa, qualquer país ou lugar, há os desafios pertinentes a qualquer produção. Mas qualquer um que tenha persistência naquilo que faz, que faz com convicção, com verdade, eu acredito que as dificuldades se tornam impulsos para o crescimento. Então eu não vejo dificuldades, assim como eu acredito que é um caminho natural. Que vai se construir conforme os passos, vai se dando conforme vai avançando e as coisas vão se sedimentando.

R.A.: No seu caso, foi dessa forma?

J.A.: No meu caso, foi. Eu comecei a trabalhar muito cedo, aos 16 anos, dentro de uma indústria. Então é um terreno fértil. Isso hoje é muito visível, palpável, no trabalho. Isso transcende o regional, transcende as fronteiras, do local onde eu nasci, do meu estado, e até do meu país. Eu acredito que é uma chancela do meu próprio trabalho, uma chancela de premiações, dos clientes, das indústrias, internacionais e nacionais, que vêm alguma coisa interessante, alguma coisa que tem um determinado valor.

R.A.: Como é trabalhar em parceria com marcas internacionais, como a ClassiCon?

J.A.: O procedimento é o mesmo, eu acredito que a base é a mesma em qualquer micro, em qualquer escala. Independente do tamanho ou do alcance. O design é algo que é para as pessoas, o intuito do trabalho é servir as pessoas. Independente de nacionalidades, nós somos seres humanos, que temos necessidades. Então eu acredito que é trabalhar com a essência das coisas, ter esse pensamento como início do processo.

R.A.: Como é seu processo criativo?

J.A.: O processo de criação é uma coisa orgânica. Não tem como quantificar aquilo que é orgânico. Não tem como criar uma definição racional. Basicamente é uma absorção como um todo. Eu costumo dizer que é o tempo todo, todo o tempo. Afinal de contas, nessa conversa, estamos tendo um contato, uma observação de como nos portamos. Na rua, numa viagem, em qualquer espaço. É uma forma do designer, do arquiteto, do criador, do artista, estar sempre observando o modo de viver das pessoas. E é claro que essa absorção, essa observação, é que se define numa materialização de algo, através de uma industrialização, através de uma pintura, através de uma expressão humana. O processo criativo é algo muito… quântico. Porque ele não é algo definido. Claro, existe uma técnica, existe um método de organizar os pensamentos. Mas de onde vem os insights, isso é algo… São ideias livres. Talvez não exista uma palavra específica para definir isso.

R.A.: O que é um bom design?

J.A.: Talvez essa seja uma pergunta tão multifacetada que não tenha como definir, porque não existe bom design, existe o meu design, o seu design. Assim como gosto. Exite bom gosto e existe mau gosto. Mas tudo bem, eu entendi sua pergunta. Um bom design é aquilo que serve às pessoas, aquilo que tem durabilidade, aquilo que conecta as pessoas, aquilo que cumpre sua função, aquilo que reverbera com o tempo. Talvez essas sejam algumas definições do bom design propriamente, como disciplina. Mas há uma questão que transcende aquilo, que é a parte da fruição, da sensação. Aí é uma coisa de cada um.

R.A.: E o design do Jader Almeida?

J.A.: Posso definir que é algo perene, algo… silencioso.

Livro Jader Almeida, a atemporalidade do desenho

R$105,00

120 páginas

Editora C4

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