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Lalique

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A história dos cristais Lalique está intimamente ligada a de seu fundador, o joalheiro e vidreiro francês René Jules Lalique, nascido em 1860. Com um talento nato, ele iniciou seu trabalho como joalheiro independente, produzindo peças para renomadas marcas do setor, como Boucheron e Cartier. A incursão na arte em vidro, material que o consagrou mundialmente, começou aproximadamente em 1902, quando ele estabeleceu uma pequena fábrica em Clairfontaine, fora de Paris, onde aliou o conhecimento da joalheria com a sua fascinação por objetos tridimensionais para a criação de peças primorosas, esculpidas com o mesmo processo de uma joia. Mais tarde, ele se tornaria um exímio criador do estilo Art Nouveau em vasos e frascos de perfume, tipicamente pressionados em moldes com padrões e relevos de animais e folhagens. Muitas das peças, até hoje, fazem parte das coleções de vários museus ao redor do mundo. Em 1920, Lalique resolveu ampliar ainda mais sua atuação, passando a fabricar uma vasta gama de produtos, como taças, copos, candelabros, relógios, luminárias de mesa, entre outros objetos com design luxuoso. Após sua morte, em 1945, seu filho, Marc, continuou o legado do pai, mantendo seu estilo inconfundível, mas aliando novas técnicas de produção com vidro de chumbo (cristal). A empresa também passou pelo comando da neta do fundador, Marie-Claude, até ser vendida para uma companhia suíça (hoje, Lalique Groupe) que, recentemente, inaugurou um museu próprio – na cidade Alsácia, na França, local da primeira fábrica -, com um rico acervo que conta a glamourosa trajetória da marca. Com todas essas reviravoltas, inovações e contribuições para diversos setores – inclusive o de bebidas – a centenária Lalique se mantém como referência absoluta no segmento, trazendo história e requinte para os admiradores de suas belas e inigualáveis peças.

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