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WABI-SABI: o estilo de origem japonesa que valoriza o caráter autêntico dos materiais.

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Inúmeras são as referências à cultura nipônica na decoração de interiores. Luminárias bonboris, jardins zens, cerâmicas, camas futons, mesas kotatsus… Agora é a vez de explorar o conceito wabi-sabi, embasado na filosofia milenar japonesa de que nada é perfeito e eterno. O significado de “wabi” é aquilo que é rústico, enquanto “sabi” significa a beleza que chega com a idade. Conforme a tradução, as características desse lifestyle incluem a simplicidade, a aspereza, a irregularidade e a valorização da pureza dos objetos e dos processos naturais, numa ode ao estado imperfeito dos materiais.

O NOVO RÚSTICO. Os cenários devem ter aspecto rústico e de pouco refinamento a partir do uso de matérias-primas naturais. Argila, bambu, pedra, algodão, linho e madeira são essenciais para levar o conceito wabi-sabi ao lar. Tons terrosos e neutros predominam, assim como mobiliário de madeira bruta, design simples e paredes e pisos crus, a exemplo deste ambiente da Nani Marquina. Tudo o que demonstra um processo rudimentar de produção é bem-vindo. A iluminação natural banha os interiores e conta com o reforço de velas, que energizam o lugar e criam o espaço perfeito para meditação. A casa wabi-sabi é um recanto de calmaria e refúgio para desacelerar do ritmo frenético da vida urbana.

Elementos como argila, pedra, madeira crua e outras matérias-primas naturais são um bom ponto de partida para levar essa ideia aos interiores, explorando a beleza em seu estado bruto de forma incomum. Outros bons exemplos são usar jardins de pedras de diferentes tamanhos, flores coloridas e fontes de água. Apesar da aparência decadente, a ideia é libertar-se do supérfluo de maneira original, apostando na beleza intrínseca das imperfeições. Assim, o conceito ganhou o mundo e chega ao ocidente com base numa vida impulsionada pelo desapego e valores essenciais para compor ambientes de aura rústica de forte caráter minimalista.

O wabi-sabi está intimamente ligado ao slow house, que busca desacelerar a velocidade da vida contemporânea a partir de uma nova mentalidade que valoriza equilíbrio, escolhas conscientes e autoconhecimento, concentrando-se no que geralmente é deixado de lado.

Inspire-se no estilo. O wabi-sabi Requer espaços sem excessos, nos quais os objetos são exclusivamente aqueles essenciais. a escolha é feita baseada na utilidade, beleza e sentimentalismo. Acima, a cozinha da alemã Häcker Küchen reúne os principais elementos de um ambiente wabi-sabi.

A coleção de tapetes Herb, assinada por Nani Marquina, deriva de uma profunda admiração pela natureza e um grande respeito pelas fibras em seu estado puro. Produzidos a partir de cânhamo, as peças ostentam caráter minimalista, com descontinuidade na espessura de suas fibras, trazendo ainda mais despojamento.

Os vasos Silo, desenhados por Marcel Wanders, fazem parte da Agronomist Collection têm inspiração em ouriços do mar da região italiana, da Natuzzi.

A luminária de mesa Ovo, do Estúdio Iludi e Reboh Design, é feita à mão, torneada e queimada em alta temperatura para ganhar suas formas a partir da cerâmica natural em terracota.

O conjunto de vasos da Citco remete às três das 69 lulas de Júpiter: Amalteia, Himalia e Elara. Com formas orgânicas, as peças foram esculpidas por Ora Ito.

 

A banqueta Leaf, da TON, ganhou encosto, transformando-se numa peça ergonômica para bar.

Marcel Wanders assina ainda a mesa Barrow, para Natuzzi-, inspirada nos encantos rurais e costeiros da região italiana de Apúlia, com formas de um carrinho de mão rústico bem irreverente.

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